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Mar 17

Numa quase sequela do artigo anterior me vou debruçar desta vez sobre a ausência de novo material circulante e/ou de peças de substituição para o presente material dos transportes ferroviários, tanto do metro como dos comboios, sobretudo da CP.

Como deve ser do conhecimento geral, quem fazia este tipo de material era a extinta Sorefame que depois de ter sido nacionalizada na sequência da revolução dos cravos e depois reprivatizada nos tempos de Cavaco Silva como PM e no ano 2001 em pleno reinado de Guterres foi extinta e por isso se deixou de fabricar material criculante ferroviário em Portugal bem como as suas peças de substituição.

O declínio da mesma empresa veio com a nacionalização e depois com a necessidade de renovação do material circulante, mais a privatização deu nova vida a mesma empresa, todavia as reestruturações e a falta de encomendas ditaram o seu fim, mas as chamadas poupanças e criação de novos tachos como a EMEF (que apesar de reparar os comboios não produz peças ou composições) aceleraram o seu fecho e com casos de falhas de material circulante como no metro de Lisboa ou na Linha de Cascais ou noutras linhas da CP o seu renascer se tornou mais do que urgente.

Acontece que se falou no passado recente em fundos europeus para a renovação da rede ferroviária nacional tanto nas linhas como no material circulante e até agora nem Passos Coelho e muito menos a Gerigonça se preocuparam com esta mesma renovação e com dois partidos ecológicos na gerigonça (PEV e PAN) é de estranhar como não se voltou a falar no assunto e num assunto tão estratégico é de estranhar os silêncio dos sucessivos governos e ao mesmo tempo se têm dedicado em investir em estradas quando quase de uma forma hipócrita, Portugal é signatário do protocolo de Quioto para redução das emissões de efeito de estufa.

A necessidade de haver uma instalação fabril de indústria pesada em Portugal já tem sido mencionada aqui neste blog noutros artigos mais antigos, mas nunca deixou de ser actual e com o desgaste e a falta de material circulante nos transportes ferroviários esta necessidade de instalações de industria pesada cada vez é mais fundamental e espaço não falta e se faltar know-how, então que se importe este mesmo know-how e não se percam energias em coisinhas de nada e outros carnavais porque tal como foi com a tragédia de Alcafache, só vão acordar para as condições do material circulante quando acontecer uma tragédia ou uma série de acidentes trágicos.

E infelizmente assim vai ser, para mal desta nação e não podem falar de falta de espaço porque as instalações da Sorefame estão ao abandono e não em vista nem ideias e muito menos futuros concessionários que usem o espaço nem que seja no regime de concessão para o efeito que foram construídas, ou seja, a construção de novo material ferroviário circulante e respectivas peças de substituição para que não hajam problemas de serviço ou canibalização de composições como é o que acontece tanto com o metro de Lisboa bem como com os comboios em Portugal.

Não sei agora coma gestão municipal do metro de Lisboa como é que esta situação vai ser resolvida ou se a situação da CP vai ser resolvida em relação a estas faltas ao que se acrescenta a falta de funcionários para suprir as reformas nas ditas empresas e ao mesmo tempo não é conduzida qualquer operação de recrutamento seja via concurso público ou através do IEFP e vos confesso que não sei quando é que esta situação vai ser resolvida e porque para este problema da falta de pessoal ser resolvido também tem que ser resolvido a falta de material e a necessária fábrica vai precisar de pessoal, ou seja, situações de pescadinha com rabo na boca que vão depressa se tornarem em nós górdios mas que não vai existir nenhum Alexandre Magno para os cortar.

Este estado de coisas não sei quando vai acabar, mas uma coisa é certa, a situação nos transportes ferroviários tem que ser resolvida e quanto mais tempo passa, mais urgente se vai tornando e eu como cidadão preocupado e utilizador dos mesmos transportes ferroviários fico a espera o que vem por aí nos tempos futuros que espero serem de mudança neste sector embora eu pense já que esta mudança nunca passará de uma utopia.

Como sempre deixo as minhas perguntinhas quase sempre sem resposta: Para quando o melhoramento da rede ferroviária? Se existem fundos para estas obras necessárias, porque não as fazem? Afinal para que servem os nossos impostos?

como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

Como sempre ficam as minhas perguntas sem resposta

 

 

publicado por tron às 18:06
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