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Opiniões e Críticas Secretas

Opiniões e Críticas Secretas

Como não bastassem as cenas do come-bananas da Madeira e as inúmeras vezes que o governo da república mete os pés pelas mãos que são demasiadas para apenas 100 dias de governo, temos outro evento estupidamente ridículo a lista: um advogado meteu um processo em tribunal e pede como pagamento compensatóro nada mais do que o carro de Estado da Ministra da Justiça.

Indo ao assunto; tudo começou com uma apreensão de dinheiro numa operação contra o tráfico de droga da  Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE) da Polícia Judiciária e onde segundo a investigação descobriu alguém se afimabrou com a massa da apreensão (como não soubessemos nem que seja via lenda urbana que as polícias ficam com parte das apreensões) acontece que o dinheiro estava parte na casa do acusado e outra parte na casa do sogro do acusado que era a antiga coordenadora da DCITE, acontece que depois do processo estar a decorrer, os 94 mil euros do acusado desapareceram no ar da 3ª Vara Criminal de Lisboa e se soube das massas desviadas nas apreensões depois da prisão da coordenadora do DCITE para confirmar pelo menos parte desta lenda urbana que ao fim das contas tem a sua dose de verdade e agora o advogado do otário que ficou sem a massa exigem a quantia de 86.408,50 euros (provavelmente já contando com os repectivos honorários incluídos), importância a tal deve ser a massa do otário que ficou com as calças na mão e acontece que ao fim das contas o tribunal em causa não tem pilim para pagar a devolução e a coisa está tão, mas tão lixada que já se chega ao ponto de exigir a penhora do carro da ministra da justiça, Paula Texeira da Cruz; pelo simples motivo que o mesmo minstério tem feito ouvidos de mercador desde de Outubro de 2009, que foi a data que saiu este acórdão, e o ministro socialista da justiça nada fez e passou o abacaxi para o presente governo, mas mesmo assim o antecessor da minstra Paula da Cruz deixou o seguinte "recado" :

« A única reacção surgiu por parte do gabinete do ex-ministro da Justiça Alberto Martins, na sequência de uma notícia do PÚBLICO de 18 de Agosto do ano passado, dando conta do caso. No dia seguinte, num "esclarecimento sobre a notícia", o ministério deixava implícito que o pagamento só poderia ter lugar, caso fosse requerido pelo próprio tribunal. "Embora o interessado tenha apresentado petição a diversas entidades, incluindo o Ministério da Justiça, a execução da devolução só pode ser accionada a partir da instância judicial competente, não podendo nem devendo o Ministério da Justiça exercer interferência processual", justificava o referido esclarecimento.»

Pois bem acontece que o tribunal em causa através da juíza que tinha este processo em mãos escreveu ao Ministério da Justiça para que a massa em questão fosse reposta, mas qual quê, da massa nada e mudou o governo e massa nada e já se chegou a este ponto, bem  que não me deixa espantado de todo, bem pelo contrário, é uma situação tão normal como eu beber café ou água porque até se vu na cena kafkiana saída do processo de Isaltino Morais que tinha perdido um recurso voltou a recorrer por duas vezes e quando o último recurso seria suspensivo sobre todo o processo, foram decretar a prisão do edil de Oeiras sem saberem em teoria de outro recurso e quem sabe isto pode ser usado para requer a anulação do processo ou ferramente semelhante.

E ficam as minhas perguntas: Que palhaçada é esta ? Não existe honestidade na PJ ? Se roubaram porque não vão repor ? Porque além da penhora do carro da ministra não vão descobrir quem roubou ? Que país é Portugal onde não existe justça capaz ? Porque todos se calam ? Do que nos serve a república e o seu presidente ?

Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar