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Opiniões e Críticas Secretas

Opiniões e Críticas Secretas

Fazendo analogia a série da RTP  "Os Filhos do Rock" sou um filho da geração dos Filhos do Rock e cresci durante a mesma geração, ou seja, posso-me considerar um Neto do Rock.

A Geração dos Netos de dos Bisnetos do Rock nem parecem que descendem da geração portuguesa mais fora da caixa e mais policamente incorrecta que pisou solo português nos últimos 40 anos, a geração que deu origem a geração actual pensavam pela sua própria cabeça e não seguiam as ideias de qualquer iluminado e agia como lhe apetecia e conforme mandava a sua consicência tanto para o mal como para o bem.

A geração dos Netos do Rock passam o tempo a ouvir as músicas enlatadas vindas dos EUA cuja letra e música valem menos do que estrume de vaca, mas dizem que são grandes músicas e os que não ouvem estes enlatados que não passam de mãos cheias de nada, ouvem os meninos-bem que saem das elites da sociedade a "cantar" um jazz que serve para embalar borregos e outras espécies de gado e ainda consideram isto música de qualidade.

A mesma geração que dá ouvido a uns quantos iluminados que dizem mal de outros quaisquer, atriando pedras e conseguindo atrair uns quandos fieis para a sua igreja se esquecendo da parábola que todos são pecadores e que quem deve atirar pedras é quem nunca pecou,  estes lapidadores da sociedade que aparecem nos media a atirar pedras têm hordas de seguidores sobretudo nas redes sociais que seguem a sua cartilha qual fossem borregos a seguirem o seu pastor.

Os mesmos borregos que ouvem outros iluminados que querem impor costumes em vez de sairem fora da caixa e pensarem por sua própria cabeça e depois se algum ser único pensa fora da caixa quase que é uma Maria de Magdala ou Madalena pronta a ser apredejada pelos seguidores do politicamente correcto e que não sabem pensar pela própria cabeça.

Um exemplo desta formatação são os chamados críticos musicais que dizem o que é bom e mau e estes "pastores" depresssa ganham gado para pastar na geração dos netos do Rock e estes apeas ouvem aquilo que os crítico dizem que é bom, mesmo que o que é bom para os críticos seja na realidade um grande tonelada de estrume.

A mesma geração que diz mal do Conan Osíris e de outros seres humanos que são fora da caixa e do sistema formatado e por outro lado não se olha ao espelho e nem olha para as músicas da juventude dos filhos do rock e não capta que eram muito melhores do que grande parte das músicas que hoje são feitas, mas como os críticos dizem mal delas,  já não são músicas.

Outros pastores são os cromos da DGS - Direção Geral de Saúde que se portam como uma espécie de PIDE de costume que impõe regras no que deve ser comido e bebido como a actua geração não passasse de uma cambada de autómatos seguidores das ordens da casta superior e a mesma DGS impõe regras que dizem ser para o bem da nação e das crianças como passasse um atestado de estupidez a geração dos netos do rock e regredisse na hsitória 50 anos para os tempos do Estado-Paizinho.

Uma coisa é certa, a geração dos netos da rock, sobretudo as gerações a seguir da minha são mesmo assim borregos na sua grande maioria e que muitos deles encaixotam os miúdos em creches e nas escolas e colocam os idosos em lares e se preocupam mais com os canitos e com os tarecos do que os seus entes queridos e assim que ouvem um qualquer iluminado ficam em estado de transe sem pensarem por sua própria consciência e vontade.

Mas se ainda fossem os netos do rock a pensar assim poderia-se falar num problema de gerações,  mas o mais grave desta ingnorância mental e filosófica é que atravessa várias gerações e é o espelho real de uma nação que perdeu a coragem de sair fora da caixa e dizer na cara podre que o vinho é ainda mais prejudicial que os referigerantes porque se o o vinho fosse tão bom anti-coagulante como pintam a manta, as farmácias não vendiam estes remédios dadas as quantidades épicas de vinho que se vendem em Portugal.

A mesma nação que no tempo do Estado Novo acreditava no lema que o vinho era mais nutritivo que uma posta de peixe ou uma bifana e que beber vinha dava de comer a cem mil portugueses e passados mais de 40 anos do 25 de Abril ainda se pensa da mesma forma porque só assim se acha lógica para se ter o vinho com o mesmo IVA das laranjas ou do pão quando na realidade deveria de ter IVA a 23%.

A mesma nação que atirou pedras a Amália Rodrigues, António Variações e a boa parte dos músicos de rock e agora depois de muitos deles já mortos ou retirados dizem maravilhas dos mesmos quando na volta passam o tempo a ouvir Lexotan Sobral e outros semelhantes.

A mesma nação que ignora a história e que se esqueceu que foi quando Portugal saiu da caixa foi quando foi uma nação maior perante as outras que ficavam dentro da caixa, mas a actual geração embalada pelo jazzz lexotan politicamente correcto e pelos enlatados sem qualuqer sabor está embriagada de estupidez.

A mesma nação que atira pedras Conan Osíris e outros seres que são fora da caixa mas que depois de forma hipócrita os aceita depois de mortos.

A mesma nação hipócrita que só se lembra dos outros no Natal e passa o ano todo nas tintas para os outros.

A mesma nação hipócrita que diz mal do governo mas não coragem para votar nos partidos que não constam do parlamento para mudar alguma coisa em Portugal.

A mesma nação hipócrita que se lembra que quer os shoppings fechados no domingo apenas porque um bispo de uma diocese conhecida por casos de abusos de menores disse e passa os mesmos domingos a coçar a micose e a ver reality shows  e depois se lembra que não tem pão para o pequeno almoço de segunda e se esquece de o ir pedir ao sr. bispo.

Quando é que esta nação deixa de de ouvir os iluminados que passam o tempo a falar mal de quem faz alguma coisa por esta nação e passam a pensar pela cabeça própria e manda os analistas políticos cavar batatas...?

Como não sou borrego, mando todos os fazedores de opinião cavar batatas para usar termos delicados e penso pela minha consciência e cabeça porque se existir um Deus que deu o livre arbítrio ao ser humano então que este seja usado e não venham os falsos profetas me chatear o juizo na televisão enquanto tento ver uma tourada ou beber um coca cola e mandar tudo passear.

..... leiam e opiniem quando puderem

 

Tenho estado ausente porque estou num trabalho temporário e a inspiração não tem sido muita, mas vou ver se volto a ganhar inspiração

 

 

 

até um dia destes 

Há coisa de dois meses descobri uma edição francesa de um policial escrita por um autor português cujo título em francês é "Mort Sur Le Tage" (Morte no Tejo) e que em português é "Ulianov e o Diabo" cuja história tem como personagem principal um imigrante russo, ex-operacional das Tropas Especiais Spetsnaz e que depois de largar a vida militar se veio a juntar a um grupo da máfia russa.

O mesmo vem com a irmã para Portugal e ele acaba por implodir por dentro o grupo ao ser informante das autoridades portuguesas tendo uma pena de prisão reduzida, e acaba como empregado de construção civil, ainda mantendo contactos com os seus velhos camaradas da Spetsnaz.

Entretanto, a irmã se dedica a profissão mais antiga do mundo e se cruza com dois meninos-bem do eixo Sintra-Cascais que não têm qualquer pingo de escrúpulos e deste encontro com este par de meninos-bem nasce a trama que é uma critica mordaz ao poder político da república sobretudo ao nível municipal, aos chamados tubarões dos media, aos meninos-bem da Grande Lisboa que têm sempre as costas quentes e as autoridades policiais que protegem os mesmos meninos-bem.

O autor é Pedro Miguel Rosado e me obriguei a comprar uma edição em francês porque as edições em português dos livros mais recentes e sobretudo de autores portugueses custam sempre mais de 20 euros enquanto uma edição em francês de um qualquer autor mal passa dos 10 euros e a grande ironia reside quando vamos a comparar as folha salariais de franceses de portugueses e quando o SMN gaulês é mais de mil euros e o português é de 600 euros.

Mas voltando a vaca fria este livro tem um leve toque de Stephen King e com o decorrer da leitura me lembra outro autor de policiais que descobri por acaso, o dinamarquês Jussi Adler-Olsen, mas com uma abordagem a narrativa muito mais leve do que o autor da terra do Lego o que torna mesmo a leitura da edição francesa algo mais suave de ser feita e dá asas a imaginação do leitor.

A edição em português que é de 2006 só se acha em sites de alfarrábios mas a edição em francês é muito mais fresquinha, apesar disso a narrativa em si não deixa de ser actual.

Quando se diz que se vivem tempos de retoma não estou a usar o custo dos livros como desculpa, mas nunca se leu tão pouco como nos últimos tempos e por vezes acho que sou um alienígena no comboio ou metro quando estou com os auscultadores na cachola a ouvir o meu som e a ler enquanto o resto da canalha está agarrada aos telemóveis e talvez seja por isso porque não foram a bola com o Conan Osíris porque ele mandou um murro na consciência dos alienados que não se reconhecem como tal.

E ficam os meus bolos porque adoro bolos e estes bolos se transformam em telemóveis prontos a serem partidos: Porque os portugueses comuns passam o tempo agarrados aos telemóveis e não leem mais? Afinal se não estamos em crise, porque raio se lê menos do que nos tempos de Passos Coelho? Será Portugal uma nação de borregos analfabetos onde meia dúzia de habitantes não fazem parte do rebanho?

Como sempre leiam e reflictam