Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Reportagens de Critica Investigação e Opinião

REPORTGENS, CRÍTICAS E INVESTIGAÇÕES DO CYBER-RERPORTER + SECRETO DO MUNDO Blog Nacionalista e Monárquico (UM AVISO: AQUI NÃO VAI ENTRAR O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO BLOG MONÁRQUICO E NACIONALISTA)

Reportagens de Critica Investigação e Opinião

REPORTGENS, CRÍTICAS E INVESTIGAÇÕES DO CYBER-RERPORTER + SECRETO DO MUNDO Blog Nacionalista e Monárquico (UM AVISO: AQUI NÃO VAI ENTRAR O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO BLOG MONÁRQUICO E NACIONALISTA)

Obrigado por Tudo, Homem do Leme, Grande Zé Pedro

Não sou muito dado a tributos, e a minha falecida avó me ensinou que quando te lembrares de alguém, lembra-te da pessoa quando esta é viva e não depois de morta, mas por vezes esqueço este ensinamento da minha avó e o coração fala mais alto.

Nascer no mesmo ano em que os Xutos apareceram para a ribalta do rock português foi uma daquelas coincidências que ninguém explica e aconteceu comigo, nasci no ano em que os Xutos "nasceram oficialmente", 1979. E como fui um miúdo muito Radio GaGa, passava horas a ouvir rádio e a pedra de toque para mim no caso dos Xutos foi o icónico Circo de Feras e depois daí foi sempre a ouvir as pérolas lançadas pelo grupo alamadense uma atrás das outras.

E os Xutos apesar de todas as tempestades e de todas as nuvens não foram os únicos a olhar o céu, mas foram os únicos a lá chegar e a ser dos poucos a conseguir a transgerancionalidade, algo que em Portugal apenas mais dois grupos conseguiram: GNR e UHF, e esta virtude de atravessar gerações e manterem-se no activo e ao mesmo tempo conseguirem manter um núcleo artísitico só se encontra lá fora.

No caso de Zé Pedro, ele foi um dos criadores da maior banda rock da Lusitânia e uma das maiores da lusofonia de todos os tempos, qual Queen portugueses porque os Xutos se tornaram em algo mais do que uma banda punk e entraram no rock e no rock de intervenção, ligando-se ao Brasil e fazendo ligações a sonoridades próximas do fado que mais nenhum fez e com estas ligações e pontes conseguiram atravessar gerações como poucos o fazem.

Um destes exemplos foi a roupagem nova que deram a música "A Minha Casinha" cantada por Milu no filme "O Costa do Castelo" e pegaram no referão e deram uma lavagem ritmica e confirmaram este cruzamento de gerações.

Zé Pedro foi um dos responsáveis por esta continuação ao longo de 38 anos de rumo neste mar de música que atravessou várias gerações e acompanhou esta nação no virar do século e do milénio e foi um dos homens do leme do maior grupo musical português que alguma vez existiu e não fui ver as exéquias, mas ao ver pela televisão, me arrepiou e o volume de pessoas foi digno de um funeral de Estado, nem Amália teve tanta gente e eu tinha escolhido o dia quando o corpo da rainha do fado foi para a Basílica da Estrela para ir ao Jardim da Estrela e deu para ver o afluxo de gente.

Zé Pedro não queria que as pessoas se se lembrassem dele com minutos de silêncio e o povo de Lisboa que acompanhou a transmigração para eternidade do guitarrista dos Xutos cantou duas pérolas dos deuses do rock português: Homem do Leme e Para Sempre....

Pode parecer parvo eu escrever estas linhas desconexas, mas ver mais um dos fundadores de um grupo que tem a mesma existência que eu tenho a face da Terra mexe comigo porque não nos podemos esquecer que há alguns anos perdemos Zé Leonel...agora foi a vez de Zé Pedro e tal como o também vocalista dos Ex-Votos, foi ceifado por uma doença cruel chamada cancro....

 

 

 

 

As músicas escolhidas são, por coincidência, umas das músicas que a minha mãe gostava dos Xutos:

 

Para Sempre e Homem do Leme

 

 

e deixo estes vídeos.... 

 

para vocês e mais uma mensagem de um grupo inglês que se encaixa nestas más notícias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários

Comentar post